terça-feira, 23 de dezembro de 2014

MANIFESTO NHEÇUANO - COBERTURA

MANIFESTO, CANTO E POESIA NHEÇUANOS

VÍDEOS

PATRÍCIO MAICÁ
(por Renato Schorr)

PATRÍCIO MAICÁ
(por Renato Schorr)



JORGE GUEDES E FAMÍLIA
(por Renato Schorr)


ANAHY E KARAÍ GUEDES
(por Renato Schorr)




GILBERTO MONTEIRO e KARAÍ GUEDES 
(por Edison de Oliveira)

 





KARAÍ GUEDES 
(por Marco Marques)




NEGRO LELÉ E NEGRO DORIVAL
(por Edison de Oliveira)


BANDA BOEMIA, KARAÍ GUEGES, NEGRO LELÉ, 
ANDRESITO GUARANY E SANTIAGO GARNICA
(Por Marcela Santos)




BANDA BOEMIA, KARAÍ GUEGES, SAN PEDRO DEL ACORDEONA
E SANTIAGO GARNICA interpretam TIM MAIA
(Por Marcela Santos)




APESAR DA CHUVA, MANIFESTO FOI UM SUCESSO

Não foi  como o planejado,  mas o 6º Manifesto, Canto e Poesia Nheçuanos mais uma vez atraiu grande público e convidados de vários pontos do Estado, Brasil e inclusive do exterior. O evento organizado anualmente pela Associação Cultural Nheçuanos de Roque Gonzales com apoio da Prefeitura Municipal, estava programado para ser realizado a céu aberto na Praça Matriz da cidade, com expectativa de público recorde. Ocorre que a mãe natureza, que tanto Nheçu e seu povo Guarani adoravam e tinham como extensão de sua alma, resolveu agir.

Palco na Praça Matriz. Show de Jorge Bomfim em andamento, e começou a chuva...

Perto das 21 horas, quando Jorge Bomfim e o Grupo, a primeira atração da noite  já  se apresentavam, começou uma forte chuva com ventania que obrigou a organização a transferir o evento para um local fechado, o Balneário Vista Linda, próximo ao centro. Passados os contratempos, às 22:30 horas, após o cerimonial de abertura com presença de membros da ACN e do prefeito Sadi Wust Ribas, subiu ao novo palco montado a segunda atração do Manifesto: o cantor Patrício Maicá, de Santo Ângelo. Filho do legendário Cenair Maicá, o artista fez um show impecável, com músicas de sua autoria e outras de seu pai, empolgando a plateia.

































PATRÍCIO MAICÁ fez bela apresentação



O temporal prejudicou os debates e palestras já tradicionais nas noitadas nheçuanas. Porém, sexta à noite, durante jantar de confraternização com convidados, Ruy Nedel, Alejandro Kuh e Rossana Ectheverry, junto com a diretoria da ACN e convidados informalmente discutiram vários assuntos pertinentes à causa nheçuana. Sábado à tarde, naturalmente ocorreram produtivas discussões junto às margens do Lago da Prainha, com historiadores Odécio ten Caten, de Capão da Canoa, Tono Pinheiro, de São Borja, artistas plásticos Rossini Rodrigues, de São Borja e Alejandro Kuh, do Uruguai, e  músicos Jorge Guedes, Lelé, Dorival e Gilberto Monteiro. Da mesma forma, no escritório/biblioteca do escritor Nelson Hoffmann, um dos baluartes do Movimento Nheçuano, artistas e estudiosos da causa Guarani, junto com o escritor e historiador Ruy Nedel - outro pilar do movimento - mantiveram um proveitoso diálogo sobre a História Missioneira e os rumos do Manifesto Nheçuano.

TONO PINHEIRO, JORGE BOMFIM, LELÉ E GILBERTO MONTEIRO (de costas)

Antes da apresentação de Jorge Guedes e Família, de São Luiz Gonzaga, o escritor e historiador Ruy Nedel explanou de forma sintética e brilhante sobre as motivações da atitude de Nheçu e a ação dos Jesuítas diante dos fatos que marcaram de forma indelével a História da formação do povo gaúcho e brasileiro e a tentativa de formação das primeiras Reduções Jesuíticas no RS.

Escritor RUY NEDEL palestrou para uma plateia atenta 

Jorge Guedes, que acaba de receber a mais alta honraria – o troféu Vitor Mateus Teixeira, o Teixeirinha  como melhor compositor - da Assembleia Legislativa do Estado, junto com sua talentosa família - Karaí Guedes, Anahy Guedes, Andresito Guarany, San Pedro de la Cordeona e Santiago Garnica - fizeram uma das mais esperadas apresentações da noite. Jorge Guedes recebeu uma homenagem especial, conduzida por Tono Pinheiro.


JORGE GUEDES, prefeito SADI RIBAS e PATRÍCIO MAICÁ

E foi exatamente Tono Pinheiro quem ajudou a propiciar ao povo roque-gonzalense e presentes, um dos maiores espetáculos musicais já vistos por aqui. De surpresa e sem alarde, subiu ao palco do Manifesto Nheçuano um dos maiores músicos instrumentistas do mundo: Gilberto Monteiro e sua gaita botoneira hipnotizaram o grande público presente, acompanhado pelo violonista Karaí Guedes.  O show foi recheado por momentos de êxtase, em que Monteiro executou temas de sua autoria como “Milonga para as Missões” e “Pra Ti, Guria”, reconhecidos internacionalmente.

GILBERTO MONTEIRO e KARAÍ GUEDES: instrumentistas iluminados no palco do Manifesto

Durante o intervalo, uma pausa para a Poesia. O declamador Cristiano Bremm, roque-gonzalense radicado em São Miguel do Iguaçu, PR, acompanhado de Karaí Guedes e San Pedro de La Cordeona, recitou dois poemas de sua autoria, baseados em dois personagens folclóricos: “Ramão Carapé” e “A história do pescador Graia”. Em seguida, Rossana Ectheverry, professora e antropóloga uruguaia, convidada especial, juntamente com seu marido Alejandro Kuh, discorreu sobre o culto às figuras míticas no imaginário popular e no processo histórico. Também elogiou a iniciativa dos Nheçuanos e a sua preocupação com o resgate da verdadeira história missioneira desde  suas origens.

CRISTIANO BREMM: "Ramão Carapé", com Karaí Guedes e SanPedro Del Acordeona

A seguir, outra atração das mais aguardadas. Os músicos Negro Lelé e Negro Dorival, exímios gaiteiros e guitarreiros de Foz do Iguaçu, PR, fizeram uma apresentação de muita sensibilidade e virtuosismo com seus respectivos  instrumentos. Foi a primeira vez que Negro Dorival, músico que toca com grandes artistas há três décadas, participou do Manifesto. Já Lelé, participa há três edições. 

NEGROS LELÉ E DORIVAL participando de tertúlia livre na orla da Prainha

Para finalizar a bela noitada, subiram ao palco, numa parceria que sempre surpreende positivamente, a Banda Boemia - formada por Anderson Nedel, Adriano Reisdorfer e Leopoldo Reisdorfer, acompanhados por Karaí Guedes, San Pedro de la Acordeona, Andresito Guarany, Negro Lelé e Santiago Garnica, fazendo uma mistura inusitada de samba, mpb e mpg. Karaí Guedes fechou o Manifesto mostrando porque é considerado uma dos maiores violonistas do Brasil, atualmente. Quem não foi ou não pôde ir ao Manifesto, Canto e Poesia Nheçuanos perdeu muito, com certeza.


FOTOS DO EVENTO


Patrício Maicá e esposa, com o gaiteiro Gabriel e o escritor Renato Schorr
























Gilberto Monteiro com Marcela Santos, Marco Marques e Inês Hoffmann, da ACN
























Salvador Lamberty, Gilberto Monteiro e Jorge Guedes confraternizam com o público


Compositor e historiador Salvador Lamberty e a poeta Inês Hoffmann

Escritor Nelson Hoffmann e sua irmã Dirce Hoffmann Bremm

Membros da ACN: Adriano Reisdorfer, Cleber Marques, Marcela Santos, Marco Marques, escritor
Ruy Nedel e Ronaldo Martins no Encontro de Chamameceros e Nheçuanos, em Cerro Largo, RS.

Lelé, Dorival, Monteiro, Jorge Bomfim e Guedes durante tertúlia livre

Giani Schmidt, Vania Guedes, Cristiano Bremm e Jorge Guedes: almoço com índios Caiganges

Uruguaios Rossana Etcheverry (com sua mãe) e Alejandro Kuh com Inês Hoffmann




Cristiano, Adriano, Monteiro, San Pedro, Joel, Julio, Zébio e Tono Pinheiro durante o churrasco



Charla histórica e musical de Guedes com Monteiro, sob olhar de Cristiano Bremm






















Joel Cunegatto, Odécio ten Caten, Julio Ribas, Jorge Guedes, Renato Schorr e Pedro






















Renato Schorr, Salvador Lamberty e Rossini Rodrigues debatendo arte e História
























Odécio ten Caten, NegroLelé, Gilberto Monteiro e Jorge Guedes: churrasco e prosa



























Alejandro Kuh, Tono Pinheiro e Giani Schmidt trocam ideias à beira Lago



























Dupla Lelé e Dorival prestando homenagem ao seu Hugo Bremm




Nenhum comentário:

Postar um comentário